Em vez de esperar as condições favoráveis à concretização de suas aspirações, os realizadores partem em direção aos seus projetos e fazem os recursos e os meios aparecerem. José Roberto Caldas Pinto, o Zé Pescador, todo dia acordava cedo para trabalhar na Ilha de Itaparica, na Bahia. Depois de passar um dia inteiro no mar, ficava bebendo com os amigos. Um dia a filha de 8 anos chamou sua atenção por capturar lagostas na fase de reprodução: “Você não tá deixando os filhinhos de lagostas nascerem?” As palavras da menina e seu olhar de decepção tocam fundo o pai.
Zé Pescador decidiu fundar a Pró-Mar, primeira organização não-governamental com o objetivo de deter a degradação ambiental e social na ilha. “A ONG É UM SONHO COMPARTILHADO, DESSES EM QUE A TORCIDA É FORTE MESMO. Um sonho legitimado na Ilha de Itaparica, que envolve as pessoas e as motiva a sonhar juntas”, diz o empreendedor.
Sua entidade começou pequena, fazendo um trabalho de limpeza das praias, dando cursos para estudantes de escolas públicas da localidade, ensinando os pescadores e seus filhos a preservar o ambiente. Agora, desenvolve um trabalho voltado para a organização de roteiros turísticos e mergulhos ecológicos, em que se vislumbra a riqueza da fauna do fundo do mar. Zé Pescador é um craque do empreendedorismo social.
FONTE: Época Negócios